Polícia Militar Ambiental confirma intensificação da fiscalização na piracema

Período de reprodução dos peixes prossegue até o dia 28 de fevereiro

Por Portal NC 22/01/2020 - 09:35 hs
Foto: Luis Nascimento
Polícia Militar Ambiental confirma intensificação da fiscalização na piracema
Polícia Militar Ambiental confirma intensificação da fiscalização na piracema

O 2º Pelotão de Polícia Militar Ambiental de Barretos confirmou que vem intensificando a fiscalização durante o período de piracema que começou no dia 1º de novembro do ano passado e prossegue até próximo dia 28 de fevereiro.

"Nós estamos realizando a fiscalização durante 24 horas, nosso trabalho nessa época é bem intenso, para evitar que infrações e crimes aconteçam e para respeitar o período de reprodução dos peixes", disse o sargento Jonatan Luiz Casagrande.

O 2º Pelotão de Polícia Militar Ambiental abrange uma área de 18 municípios, portanto bem extensa de rios entre eles o Pardo e o Grande.

"Nossa fiscalização está sempre constante, temos uma área bem extensa de rios aqui na região como o Rio Pardo e o Rio Grande, então é um trabalho bem dificultoso, mas nós estamos à disposição 24 horas e solicitamos que denúncias sejam feitas aqui na Polícia Militar Ambiental, para que nós possamos combater esses crimes", ressaltou.

Durante o período de piracema está proibida a pesca, o transporte e armazenamento do peixe nativo.

"Os peixes nativos mais comuns são, o Pacu, Dourado, Pintado, Piau, Piauçu e a Piapara. Esses peixes são proibidos porque fazem parte do fenômeno da piracema", confirmou.

O policial disse que  somente é permitida a pesca de  peixes exóticos, que seria a Tilápia, o Zoiudo, Tucunaré e o Bagre Africano, porém, é necessário observar algumas restrições.

“É preciso observar algumas restrições, ou seja, a pesca no rio não pode ocorrer na forma embarcada. Na parte de reservatórios e represa ai sim, é permitido pescar com o barco, porém, com a utilização apenas de vara simples, ou com caniço ou carretilha. Tem que se observar também que tem algumas áreas em que é proibida a pesca, exemplo no reservatório de Colômbia, 1.500 m para cima e 1.500 m para baixo, essa área é totalmente proibida. Nem de barranco, de forma alguma é permitida a pesca. Também 500 m acima e a abaixo de confluência de rio, como é caso do Rio Pardo com o Rio Grande, também nessa área não pode pescar. A pesca subaquática também nesse período é proibida. Nós orientamos também que aqueles que quiserem fazer a compra de algum peixe, seja na peixaria ou de um pescador profissional que peça nota fiscal. Porque se nós verificarmos uma pessoa transportando ou armazenando esses peixes nativos e ela não provar a procedência desses peixes, será considerado que a pesca ocorreu durante o período de piracema. O peixe será apreendido, a pessoa receberá uma multa e também responderá por crime", relatou.

O sargento revelou que as equipes de fiscalização tem observado pouca gente nessas áreas de pesca, que demonstra uma conscientização maior das pessoas.

“Nós observamos poucas pessoas nessas áreas de pesca, então possivelmente sim, uma conscientização maior da população as pessoas estão respeitando. Porém, ainda há pessoas que estão indo em período noturno para fazer a pesca. Temos algumas denúncias e feito algumas fiscalizações e observado que algumas pessoas ainda insistem nessa prática criminosa", relata.

O valor da multa é a partir de R$ 700,00 e o infrator ainda responde processo pelo crime.

"As multas partem a partir de R$ 700,00 além do processo crime e a apreensão de todo petrecho, se a pessoa tiver com barco, motor, o que ela tiver utilizando é apreendido. Então qualquer dúvida, antes de pescar, comprar um peixe ou pra fazer uma denúncia pode ligar pra gente, nosso telefone 24 horas é o 3322 - 0499", concluiu o sargento Casagrande.

O Diário Interativo  







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